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Até junho, Paraná deve ter novo Plano de Resíduos Sólidos

Nessa quarta-feira (31) gestores de municípios da região participam de oficina técnica de elaboração do documento. Fase apresenta diagnóstico do estado.

31/01/2018

O Estado do Paraná está revisando o Plano Estadual de Resíduos Sólidos. A primeira versão do documento foi realizada em 2012. A fase atual da revisão, que está sendo apresentada e discutida em Guarapuava, contém um diagnóstico sobre a gestão de resíduos no Paraná. A novidade nessa atualização é que além dos resíduos sólidos urbanos serão incluídos dados sobre a gestão de resíduos de construção civil, mineração, saúde, transporte, saneamento, indústria e agrossilvopastoris.

“Nós estamos apresentado um levantamento de dados que foi feito e verificando [com os participantes das oficinas] se foi bem feito, buscando informações dos técnicos, dos universitários, dos professores, da comunidade que convive na região, para saber se não há falhas no diagnóstico”, disse à Rádio Cultura o Coordenador Estadual de Resíduos Sólidos  da Sema (Secretaria de Estado de Meio Ambiente), Vinício Bruni.
Para realizar o diagnóstico foram percorridas 67 cidades do estado. Depois de divulgar, discutir e validar o plano nas oficinas, que além de Guarapuava serão realizadas em outras regiões do Estado, a próxima fase é da apresentação das propostas que devem ser cumpridas nos próximos quatro anos em todo estado.
 

Diagnóstico
 

O documento preliminar apresenta um dado sobre a quantidade de lixo urbano gerado na região de Guarapuava. A região gerou 91.830 toneladas de lixo em 2016, segundo o documento. O volume é 3% do total do estado. 67% da região tem coleta seletiva. 87% da disposição final de resíduos foi adequada e 13% inadequada.
O documento também revela que 214 cidades do Paraná têm áreas degradadas por disposição inadequada de resíduos sólidos. Guarapuava e a maioria dos municípios da região compõem essa estatística. 
No ano passado a Rádio Cultura publicou uma reportagem sobre uma área de preservação permanente que foi liberada pela prefeitura para jogar resíduos de construção civil. Depois da reportagem, o Ministério Público iniciou uma investigação sobre o caso.
Segundo o Instituto Ambiental do Paraná, em relatório divulgado em agosto de 2017, três cidades da região ainda tinha lixão: Turvo, Virmond e Marquinho. Além disso, cidades como Pinhão e Irati tem passivos ambientais de áreas que foram usadas para depósito irregular de lixo urbano.
Resíduos da Construção Civil continuam sendo um problema para nossa região, segundo os dados prévios do plano. O levantamento mostra que são geradas de 37 a 93 mil toneladas desse resíduo na região, mas não há nenhuma iniciativa de reciclagem ou destinação correta. Tudo, portanto, é descartado irregularmente. 
O plano é financiado pelo Ministério do Meio Ambiente e Governo do Paraná e conta com consultoria do consórcio de empresas Envex e Engebio.
 

Cidades 

A oficina técnica de Guarapuava reune representantes de mais de 50 municípios, entre eles Altamira do Paraná, Campina do Simão, Cândido de Abreu, Candói, Cantagalo, Chopinzinho, Clevelândia, Coronel Domingos Soares, Coronel Vivida, Cruzmaltina, Foz do Jordão, Laranjal, Laranjeiras do Sul, Lidianópolis, Lunardelli, Mangueirinha, Manoel Ribas, Mariópolis, Nova Laranjeiras, Nova Tebas, Palmas, Palmital, Pato Branco, Pinhão, Pitanga, Rosário do Ivaí, Santa Maria do Oeste, Saudade do Iguaçu, Sulina, Turvo, Virmond e Vitorino.

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