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Quanto dinheiro público recebe o hospital Santa Tereza?

Reportagem buscou dados sobre os repasses de dinheiro público para Associação de Saúde Frederico Guilherme Keche Virmond, popularmente conhecida como Hospital Santa Tereza.

02/05/2018

De março de 2017 até março de 2018 a Associação de Saúde Frederico Guilherme Keche Virmond, que administra o hospital Santa Tereza, recebeu ao menos R$ 15.590.782,52 de dinheiro público. A informação foi obtida pela reportagem da Rádio Cultura Fm na 5ª Regional de Saúde. Também forma obtidos dados do Tribunal de Contas do Estado. O presidente da associação foi procurado para comentar os dados, mas não retornou a reportagem.

Os valores se dividem em quatro fontes: HOSPSUS (Programa de Apoio e Qualificação de Hospitais Públicos e Filantrópicos do SUS Paraná), Contratualização, Rede Mãe Paranaense e Alta Complexidade. Em alguns casos os valores são fixos, em outros variam de acordo com os serviços prestados durante determinado período.

Na contratualização, principal fonte, o hospital recebeu R$ 11.266.788,36 em treze messes. Nessa modalidade, a instituição recebe dinheiro de acordo com a quantidade e qualidade da prestação de serviços contratados pelo estado. Uma comissão avalia o desempenho do hospital antes da realização do pagamento.

Em um ano o valor recebido diminuiu em praticamente R$ 110 mil. Em março de 2017 o hospital recebeu R$ 970.460,25 para prestação de serviços contratados pelo estado. Em março desse ano o valor caiu para R$ 861.482,25. O menor patamar foi registrado em outubro do ano passado, quando pouco mais de R$ 822 mil foram pagos.

No HOSPSUS, segunda principal fonte de recursos, os valores são fixos. De março a dezembro de 2017 eram R$ 270 mil mensais de repasse. Desde janeiro o valor caiu para R$ 264 mil. As regras do HOSPSUS determinam que “50% do valor total do incentivo será destinado às instituições de forma fixa e a outra metade de forma variável, ou seja, condicionado ao desempenho das metas estabelecidas pelo Programa”, segundo o site oficial.

Pelo programa Mãe Paranaense o hospital recebeu R$ 725.013,12 no período de treze meses. O valor repassado é fixo (R$ 52.770,24 por mês). O hospital atende em média 150 partos por mês. 1/3 deles de alto risco, segundo informações divulgados pelo corpo clínico na carta em que anunciavam desligamento do hospital caso não recebessem.

O atendimento de alta complexidade em ortopedia, na qual a instituição é referência, o valor recebido de março de 2017 a fevereiro desse ano é de R$ 106.981,04. O valor oscila mensalmente e depende da quantidade de serviços prestados.

Mais repasses

Outros dados obtidos pela reportagem mostram que dois convênios recentes incrementaram o caixa da instituição em R$ 819.599,00. Segundo o Tribunal de Contas do Estado do Paraná dois convênios foram celebrados pela instituição para repasse de dinheiro público.

Um dos convênios foi firmado com a Prefeitura de Guarapuava. O valor de R$400 mil foi usado para compra de equipamentos. Outro com o Fundo Estadual de Saúde. O repasse de R$ 419.599,00 foi usado para compra de um arco e mesa cirúrgico.

Sem prestação de contas

Não há registros oficiais sobre prestação de contas da instituição filantrópica. A Câmara Municipal aprovou um convite para que a instituição compareça na Casa, mas ainda não há data prevista. Em nota divulgada nessa segunda o diretor da Associação, Frederico Eduardo W. Virmond, afirma que aguarda um convite a seis meses, sinalizando que deverá apresentar informações no Plenário da Câmara.

O Conselho de Saúde de Guarapuava também não tem nenhum tipo de informação sobre a situação financeira do hospital.

Em nota publicada dia 30 de abril a instituição não detalha a situação financeira. O documento afirma que os valores repassados estão defasados (leia aqui).

Socorro

Na segunda-feira (30/04) o hospital recebeu R$ 800 mil do Ministério da Saúde, via secretaria estadual, valor que seria pago de forma parcelada, mas foi antecipado como forma de conter uma crise no hospital. A direção afirmou em nota que vai usar o dinheiro para pagar parte de uma dívida de R$ 1,6 milhão com os médicos. Segundo comunicado dos médicos o valor corresponde a 44% do total da dívida com o corpo clínico.

O hospital também receberá mais de um incremento de R$ 300 mil para o setor de ortopedia e passará a receber mensalmente, a partir de maio, um repasse de R$124 mil para custear os atendimentos já prestados ao Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

 

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