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Aviação agrícola ainda gera desconfianças, mas setor garante que aplicação é segura e eficiente

Dados controversos sobre a aplicação de defensivos em lavouras com aviões geram dúvidas. Setor garante que aviação agrícola é segura e eficiente e pretende combater desconfiança com informações.

13/06/2018

Clique no player e ouça a reportagem de Cléber Moletta.

Encravada em um debate polêmico sobre o uso de agrotóxicos na agricultura a aviação agrícola é alvo de projetos que tentam barrar a atividade. Por outro lado a ferramenta é cada vez mais utilizada e necessária no agronegócio. Em duas pontas, dados divergentes são divulgados. O setor garante que a atividade é segura e eficiente e aposta na divulgação de informações sobre o segmento.

Ainda que o avião não sirva somente para aplicar agrotóxico, a principal polêmica está ai. A quantidade aplicada por aeronaves é maior?

“Temos artigos científicos mostrando que a aviação agrícola gasta menos produto, você tem aplicação mais uniforme, não tem amassamento da cultura, você tem mais organização e planejamento com o avião, e até mesmo pela regulagem do equipamento”, afirma o diretor-executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), Gabriel Colle.

Por outro lado, a Organização Mundial de Saúde (OMS) mostra em um estudo que menos de 1% das plantas são efetivamente atingidas pela pulverização e que o alcance do defensivo pode chegar a até 32 Km de distância do alvo original. Os produtos se disseminam ao redor pelas correntes de ar e têm impacto direto na saúde da população e no meio ambiente em geral (veja aqui).

Segundo esse estudo, por conta do elevado percentual de perda durante a pulverização aérea, que pode chegar a mais de 80% e atingir localidades distantes, o volume necessário de veneno para aniquilar insetos e outras espécies acaba sendo muito maior.

É justamente ao contrário do que afirma o empresário Andre Moreti Bufo, da empresa de aviação agrícola Aeroimpar, de Guarapuava. Segundo ele, a dosagem é exatamente a mesma. A diferenciação é na forma de aplicação.

“A dosagem é exatamente a mesma, conseguimos ter uma eficiência melhor devido ao padrão de aplicação, tamanho de gotas, penetração da lavoura, absorção da planta”, destaca.

Como o avião sobrevoa a lavoura em alta velocidade o produto cai sobre a planta como uma serração, em gotas bem finas. Isso faz com que pouco produto cai direto no solo, que menos água seja usada na diluição do produto, segundo representantes do setor. No caso dos outros tipos de aplicação isso nem sempre é possível.

Além disso, os empresários ressaltam que antes de aplicar os produtos o receituário é conferido por um agrônomo e técnico agrícola, o que garante a correta utilização. Esses profissionais precisam ter especialidade em aviação.

A superdosagem nas aplicações por aeronave são questionadas, também, pelo fato da compra dos produtos fitossanitários ser controlada. Não é possível adquirir mais produto do que o indicado para a área e essa compra é fiscalizada.

Contaminação do ar

Quando são aplicados por avião os produtos se espalham e contaminam o ar? Para os representantes do setor empresarial é fundamental seguir as recomendações e respeitar as condições climáticas adequadas, o que evita riscos de contaminação.

“Se estiver ventando, dependendo a temperatura, não pode aplicar e isso vale par aos equipamentos terrestres também, porque os problemas ocorrem da mesma maneira se as condições climáticas não sejam respeitadas”, Gabriel.

A aplicação é feita em média a 3 metros acima da planta e com precisão em torno de 15 centímetros. Outro aspecto é a respeitar a faixa de 250 metros de distância de casas, conforme determina a legislação.

Lavagem do avião

As embalagens precisam passar pela tríplice lavagem e destinadas corretamente. Para isso, existe um ambiente específico, chamado de pátio de descontaminação. A água usada passa por um processo antes de ser descartada.

“Passa por um ozonizador, para quebrar as partículas tóxicas, vai para um tanque de evaporação e volta para o meio ambiente sem nenhum tipo de projuízo”, explica o empresário André.

A limpeza é regulamentada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, Agência de Defesa

Leis

O setor de aviação agrícola existe há 71 anos e desde então foi muito regulado. Existem diversas normas para aviação que não se repetem em ostras formas de aplicação, além das regras gerais de aviação, que devem ser seguidas.

“Ele é colocado como um vilão, existe um mito que ele contamina, que aplica mais [...] e é exatamente ao contrário, o avião tem a condição de fazer uma aplicação mais eficiente e segura”, disse Gabriel, do sindicato do setor.

Atualmente um projeto de lei em trâmite no estado pretende proibir essa foram de aplicar produtos agrícolas. Em alguns municípios já existem leis proibindo aplicação aérea.

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