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Incêndio atinge a Catedral de Notre-Dame, em Paris

O fogo pode estar ligado às obras que vinham sendo feitas no telhado do edifício.

15/04/2019

Um incêndio atingiu a catedral de Notre-Dame, em Paris, nesta segunda-feira (15). O fogo foi relatado primeiro por usuários em redes sociais, e não está claro ainda o que causou o incêndio. A emissora France 2 disse que a polícia está tratando o caso como um acidente.

"Um incêndio terrível está acontecendo na Catedral de Notre-Dame. Os bombeiros de Paris estão tentando dominar as chamas (...) Peço a todos que respeitem o perímetro de segurança", escreveu a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, no Twitter.

A polícia isolou a área e está retirando os turistas que estavam dentro da catedral.

Obras

Uma grande operação dos bombeiros está tentando controlar as chamas, que afetam sobretudo a torre central da catedral, visitada por milhares de pessoas todos os dias.

Também há chamas saindo das duas torres dos sinos, de acordo com testemunhas no local.

O incêndio pode estar ligado às obras que vinham sendo feitas no telhado do edifício. A torre central estava rodeada por um andaime.

A Catedral de Notre-Dame, atingida por um incêndio nesta segunda-feira (15), é um dos símbolos de Paris. A igreja é famosa por ter sido cenário do romance "O Corcunda de Notre-Dame", lançado em 1831 por Victor Hugo (1802-1885).

A construção da catedral gótica dedicada à Virgem Maria levou 180 anos: de 1163, quando começou a ser erguida onde ficava uma catedral romana, a 1345.

Localizado na Île de la Cité (uma pequena ilha no centro de Paris, rodeada pelas águas do rio Sena), o templo foi restaurado diversas vezes em seus mais de oito séculos de existência.

Em meados do século 12, essa igreja romana passou a ser muito pequena para a população de Paris, cujo crescimento havia disparado.

Surgiu, então, o projeto de construir uma imensa catedral, de 135 metros de largura e 40 metros de altura, uma testemunha da prosperidade relativa do momento, quando a fome e as epidemias diminuíram.

O século 13 foi considerado um período negro para a catedral. Os líderes religiosos, estimando que os coloridos vitrais "comiam a luz", substituíram muitos deles por cristais brancos.

Com a Revolução Francesa, a catedral foi fechada e nacionalizada. Seus tesouros foram roubados e a construção foi usada para armazenar alimentos.

Em 1801, a catedral foi restaurada para celebrar um acordo entre a França e a Santa Sé e para a coroação de Napoleão Bonaparte, em 1804. Mas em 1831 voltou a ser saqueada e teve seus vitrais quebrados.

No período romântico, que enaltecia a expressão artística de outras épocas, a Notre-Dame foi vista com novo interesse. Foi, então, que o escritor Victor Hugo, em seu livro "O Corcunda de Notre-Dame", lançou o grito de alarme, alertando que a histórica catedral estava em ruínas.

A "ressurreição" da construção começou em 1844, guiada pelo arquiteto francês Eugène Viollet-le-Duc.

A restauração, que respeitou materiais, estilos e épocas, se estendeu durante 23 anos. Em 1991, a catedral foi restaurada novamente.

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