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Unicentro reúne representantes do curso de Pedagogia para indígenas

Eles apresentaram um balanço da implementação da graduação, além de reivindicações referentes à estrutura física e elaboração de ações que evitem a evasão escolar.

09/05/2019

O superintendente da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Nelson Bona, reuniu-se na terça-feira (7) com a coordenadora do curso de Pedagogia para povos indígenas da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), Ilda Cornélio Bernardo, e o cacique do Rio das Cobras, Angelo Rufino.

Eles apresentaram um balanço da implementação da graduação, além de reivindicações referentes à estrutura física e elaboração de ações que evitem a evasão escolar.

O curso, autorizado em 2018, atende à demanda da comunidade da Terra Indígena Rio das Cobras de Nova Laranjeiras e tem como objetivo formar professores indígenas das etnias Caingangue, Guarani e Xetá para atuarem na educação infantil, nos anos iniciais do ensino fundamental e na gestão da educação escolar indígena.

A primeira turma do curso de licenciatura tem 43 alunos que estão matriculados e a previsão é que sejam classificados mais 17 pela segunda chamada. Com quatro anos de duração, o curso totaliza 3.200 horas presenciais cumpridas em uma estrutura modular diferenciada. Atualmente existem mais de 20 cursos de licenciatura indígena no Brasil.

Segundo Aldo Bona, a região será beneficiada com a oferta do curso na comunidade indígena. “Buscamos atender as demandas específicas através de um formato de curso que valorize os saberes, a língua e a história do povo indígena. Com isso, a comunidade tem muito a ganhar. Vamos articular novas ações que possam melhorar as condições e manter o bom funcionamento do curso”, disse.

Participaram da reunião a representante da Superintendência Geral de Diálogo e Interação Social do Estado do Paraná, Viviane Bergman Bley; o coordenador da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, Ivan Bribis Rodrigues; a vice-coordenadora do curso de Pedagogia, Marlene Sapelli; o representante da comunidade, Adir Carlos Veloso; e a estudante Jozieli Veríssimo.

Outras ações

O Paraná foi pioneiro ao criar, em 2002, o processo seletivo exclusivo para os indígenas, respeitando seus etno-saberes. O processo consiste em uma forma diferenciada de ingresso para os estudantes indígenas nas universidades estaduais com reserva de vagas pelo Vestibular dos Povos Indígenas do Paraná.

A seleção acontece nas sete universidades estaduais e na Universidade Federal do Paraná. O programa de ação afirmativa do Estado é desenvolvido por meio da Superintendência da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

O vestibular oferta, anualmente, 52 vagas e na edição de 2018 teve 850 índios inscritos. No total, são 156 alunos matriculados nas universidades estaduais do Paraná. Mais de 50 estudantes de diferentes etnias já concluíram cursos de graduação. As instituições oferecem vagas para os povos indígenas pertencentes às etnias territorializadas no Paraná: Caingangue, Guarani, Xetá, Fulniô e Terena.

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